Bom Sucesso, literatura universal e diversão em clássicos

by - março 28, 2020


Ps. Este post estava escrito desde outubro/2019

Desde que decidi ler, por diversão, os livros da Jane Austen e, posteriormente, Os Miseráveis, me peguei pensando se eu estava colocando em minha cabeça o sentimento de: "agora estou lendo de verdade". Sendo que isto é algo que eu sempre me questionei muito, já que mesmo durante a adolescência, com as leituras obrigatórias, eu sempre mergulhei em qualquer tipo de literatura e me neguei a colocar certos livros em degraus superiores a outros só porque alguém me disse que deveria ser assim.

Hoje, depois de amadurecer e com um maior repertório de leituras, sinto que há livros contemporâneos que me emocionam e que conversam comigo tanto quanto alguns clássicos. Mas, por outro lado, mergulhando em livros como O conde de Monte Cristo, que foi uma das minhas últimas leituras, tenho a plena certeza de que nos vendem os clássicos como uma leitura erudita, não divertida e não prazerosa, o que por vezes é completamente o contrário. 

Ou seja, se nas escolas, os professores se preocupassem em nos mostrar o quão divertido são esses livros sem apenas colocá-los em posição de mérito frente a outros, talvez todos sentissem curiosidade de lê-los sem o peso de ter que gostar ou de ter que ler para se tornar "inteligente".

Um exemplo disso são os vídeos que fazem parte do curso Literatura Universal, da professora da Unifesp, Maria Lúcia Dias Mendes, que dá um ótimo exemplo de como instigar alunos a conhecerem essas obras, mesmo ela utilizando do apelo para a leitura dos clássicos. 

Outro exemplo de como falar sobre esses livros de forma a nos fazer querer lê-los imediatamente é como tem acontecido nas cenas entre Alberto (Antônio Fagundes) e Paloma (Grazi Massafera) na novela Bom Sucesso da TV Globo. Lembro que em uma das primeiras cenas, os personagens conversaram sobre A letra escarlate de uma forma tão interessante que automaticamente baixei o livro pelo serviço do Kindle Unlimited e já estou ansiosíssima para começar a leitura.

Dito isto, minha conclusão será sempre: leia o que você quiser e se divirta sem medo! Há livros para todos os gostos e, ainda que ele seja um clássico, ele pode ou não ser o livro certo para você.


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